Teologia e liberdade religiosa

 

 
       

Hiperlinks


 

A liberdade Religiosa

A liberdade de religião e de opinião é considerada por muitos como um direito humano fundamental. A liberdade de religião inclui ainda a liberdade de não seguir qualquer religião, ou mesmo de não ter opinião sobre a existência ou não de Deus (agnosticismo e ateísmo). A liberdade religiosa se o põe diante de todas suas idéias e principalmente seguimento do próprio ser humano. A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pelos 58 estados membros conjunto das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, no Palais de Chaillot em Paris, (França), definia a liberdade de religião e de opinião no seu artigo 18: "Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular."  A liberdade de religião, enquanto conceito legal, ainda que esteja relacionada com a tolerância religiosa, não é idêntica a esta - baseando-se essencialmente na separação da Igreja do Estado, ou laicismo, sendo a laicidade (laïcité, no original), o estado secular que se pretende alcançar.
Historicamente, a liberdade de religião tem sido usado para referir-se a tolerância de diferentes sistemas de crença teológicas, ao passo que a "liberdade de culto" foi definida como a liberdade de ação individual. Cada um destes elementos existiram em diferentes graus na história. Embora muitos países na Antiguidade, Idade Média e Moderna tenham aceitado alguma forma de liberdade religiosa, ela foi freqüentemente limitada, na prática, através de uma tributação punitiva, uma legislação repressiva socialmente e a privação de direitos políticos.


Historia
A liberdade de culto religioso foi estabelecida no Império Máuria da Índia por Asoka, no século III a.C., que foi oficializado nos "Éditos de Ashoka". No Império Romano e na Grécia devido ao grande sincretismo, freqüentemente comunidades eram autorizadas à possuir seus próprios costumes. Quando multidões nas ruas enfrentavam-se por questões religiosas, a questão era geralmente considerada uma violação dos direitos da comunidade. Algumas das exceções históricas foram as regiões onde religiões possuíam uma posição de poder: o judaísmo, zoroastrismo, cristianismo e islamismo. Outros casos de repressão ocorreram quando a ordem estabelecida se sentiu ameaçada, como mostrado no julgamento de Sócrates, ou onde o governante foi deificado, como em Roma, e a recusa a oferecer sacrifício simbólico foi semelhante ao se recusar a prestar um juramento de fidelidade, sendo esta a razão da perseguição aos cristãos. A liberdade religiosa para os muçulmanos, judeus e pagãos foi declarada por Maomé no século VII d.C. O Califado islâmico garantia a liberdade religiosa, nas condições que as comunidades não-muçulmanas aceitassem certas restrições e pagassem alguns impostos especiais.

O Reino da Sicília de Rogério II foi caracterizado pela sua natureza multi-étnica e tolerância religiosa. Normandos, judeus, muçulmanos árabes, gregos bizantinos, lombardos e sicilianos viviam em harmonia. O Imperador Frederico II de Hohenstaufen (1215-1250) permitiu-lhes permanecer no continente e construir mesquitas, alistarem-se em seu exército, e até mesmo tornavam-se seus guarda-costas pessoais. A Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero em 1517, que originou inicialmente o luteranismo, demonstrou uma grande controvérsia sobre a liberdade religiosa. Inicialmente a religião luterana foi perseguida pela religião católica, até Carlos V em 1555 no Sacro Império Romano, ter concordado em tolerar o luteranismo na Paz de Augsburgo. Cada estado deveria tomar a religião de seu príncipe, mas dentro desses estados, não houve necessariamente a tolerância religiosa, tendo as igrejas luteranas se fundido com os principados formando as Landeskirchen.

Cidadãos de outras religiões poderiam deslocar-se para um ambiente mais hospitaleiro. Tanto o catolicismo quanto o luteranismo continuavam perseguindo outras religiões, como o anabatismo. Em Genebra João Calvino instala um governo de caráter teocrático, proibindo as demais religiões. Apenas em 1558 a Dieta da Transilvânia de Turda declarou livre a prática de ambas as religiões católica e luterana, mas proibiu o calvinismo. Dez anos depois, em 1568, a Dieta estendeu a liberdade para todas as religiões, declarando que "Não é permitido a ninguém para intimidar alguém com prisão ou expulsão devido à sua religião". O Édito de Turda é considerado pelos historiadores como a primeira garantia legal de liberdade religiosa na Europa cristã. Os Estados Unidos, após sua independência, precisamente na Declaração de Independência dos Estados Unidos e no Bill of Rigths do Estado da Virgínia, em 1776, afirma categoricamente que "todos os seres humanos são pela sua natureza, igualmente livres e independentes" e o reconhecimento definitivo de que "todo poder pertence ao povo e, por conseguinte, dele deriva". (arts. 1° e 2°). Sendo considerado um marco na história dos direitos humanos. Nesse mesmo sentido a Primeira Emenda à Constituição norte-americana, de 1791, dispõe que: "O Congresso não editará nenhuma lei instituindo uma religião, ou proibindo o livre exercício dos cultos ; nem restringirá a liberdade de palavra ou de imprensa; ou o direito do povo de reunir-se pacificamente, ou de petição ao governo para a correção de injustiças".

Podemos assim compreender porque a liberdade de consciência, de crença e de opinião representou o fundamento ou a pedra angular sobre a qual se buscou construir uma sociedade livre para os habitantes da América do Norte. Em 1789 a Assembléia Nacional Francesa defendeu a universalização dos direitos humanos durante a fase revolucionária. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, do mesmo ano, afirmou categoricamente: Tendo em vista que a ignorância, o esquecimento ou desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção dos governos, [os representantes do povo francês] resolveram declarar solenemente os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem. Foram reconhecidos e afirmados dessa forma os Princípios da Liberdade e da Igualdade tanto na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, quanto no Bill of Rights (Declaração dos Direitos dos Cidadãos) de Virgínia, de 1776.

Foi apenas alguns anos mais tarde, com a Constituição francesa, de 1791, que a noção de Fraternidade ou Solidariedade veio a ser declarada, não como um princípio jurídico, mas como uma virtude cívica dos cidadãos franceses: "serão estabelecidas festas nacionais para manter a lembrança da Revolução Francesa, promover a fraternidade entre os cidadãos e vinculá-los à Constituição, à Pátria e às Leis" (título primeiro). Uma vez constituídos e afirmados, os Princípios da Liberdade, Igualdade e Solidariedade, transformaram-se, ao longo do tempo, em valores supremos do sistema universal dos direitos humanos cuja validade atinge nossos dias.


A liberdade Religiosa Nos nossos dias

Liberdade religiosa por país (Pew Research Center, 2009). A questão da Liberdade Religiosa é extremamente complexa e delicada. É complexa porque a compreensão desse tema depende de uma abordagem interdisciplinar e, por conseguinte, de incursões que vão além da ciência jurídica (direito), envolvendo, também, a história, a teologia, a antropologia, a ciência da religião e a filosofia. O tema é delicado porque revela o desafio de se conviver num mundo plural, em que a intolerância religiosa ainda está presente em vários países do mundo como na China, no Paquistão, no Irão e na Arábia Saudita. Também é preocupante a situação do Iraque, imerso nos atentados terroristas sunitas tendo por alvo os xiitas e nas ameaças contra a comunidade cristã, que são por vezes levadas às suas últimas conseqüências. As minorias cristãs estão também na mira dos extremistas budistas no Sri Lanka e dos hinduístas na Índia, que utilizam as leis anti conversão para impedir qualquer atividade missionária, recorrendo freqüentemente a violência.

O último bastião dos campos de concentração ao estilo social comunista, a Coreia do Norte, viu desaparecer no vazio, durante nos últimos 50 anos, cerca de 300 mil cristãos. Uma prática repressiva análoga é seguida pelo regime de Pequim contra os cristãos, os budistas e os membros do Falun Gong, presos e torturados em campos de detenção sem acusação e, freqüentemente, liberados apenas após a sua morte. Existe nas religiões, uma tendência à intolerância como no caso do islamismo. Ademais, o tema envolve questões complexas, como a observância do sábado bíblico, o ensino religioso nas escolas públicas e o diálogo inter-religioso. Dos 25 países mais populosos do mundo, Irã, Egito, Indonésia e Paquistão são consideradas as que têm maiores restrições, enquanto Brasil, Japão, Itália, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos são uns dos países com níveis mais baixos. No Brasil, apesar de grande parte dos brasileiros aceitarem as demais religiões, muitos - sobretudo religiosos mais conservadores que defendem que todos "devem" acreditar em seu deus - têm dificuldades em aceitar a posição de quem não acredita em um deus. Dessa forma, paradoxalmente, ateus e agnósticos acabam sendo vítimas da intolerância religiosa.

Liberdade Religiosa nas ex colônias Portuguesas

Angola
A Constituição da Angola garante a liberdade religiosa e o Estado normalmente respeita este direito:

  • Artigo 13º
    1.A República de Angola é um Estado laico, havendo separação entre o Estado e as igrejas.

  • 2.As religiões são respeitadas e o Estado dá proteção às igrejas, lugares e objetos de culto, desde que não atentem contra a Constituição e a ordem pública e se conformem com as leis do Estado. Os grupos religiosos devem registrar-se no Ministério da Justiça e da Cultura.

O Governo proibiu as manifestações de atividades de numerosos grupos não oficializados. Em março do ano 2005 foi aprovada uma lei que limita os critérios a adotar para o reconhecimento das associações religiosas, entre os quais é determinante o número de fiéis, que devem ser pelo menos 100 mil adultos, residentes no país e distribuídos em pelo menos dois terços das províncias. Esses requisitos foram exigidos para evitar a proliferação de novas Igrejas e para impedir ritos contrários à integridade e à dignidade pessoal, assim como à ordem pública e à segurança nacional. No final de 2004 tinham sido reconhecidas 83 associações e 880 estavam à espera de registro, muitas delas grupos cristãos evangélicos. Não obstante a nova lei confirmar a liberdade de professar a fé, fora dos locais de culto só é possível a prática de atividades religiosas mediante autorização prévia das autoridades. No ano 2005 foram proibidas 17 grupos religioso, acusados de terem celebrado cerimônias religiosas em habitação sem estarem legalizados para esse efeito.


Brasil
A Constituição brasileira de 1988, consagrou de forma inédita que os direitos e garantias expressos na Constituição "não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte." (art. 5°, § 2°). Assim, os direitos garantidos nos Tratados de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil integram a relação de direitos constitucionalmente protegidos. A Constituição Federal consagra como direito fundamental a liberdade de religião, prescrevendo que o Brasil é um país laico, ou seja, nosso Estado não pode adotar, incentivar ou promover qualquer deus ou religião, embora propicie a seus cidadãos uma perfeita compreensão religiosa, tanto para quem acredita em deus (es) como para quem não acredita neles, proscrevendo a intolerância e o fanatismo. Assim, o Estado presta proteção e garantia ao livre exercício religioso, mas deve existir uma divisão muito acentuada entre o Estado e a Igreja (religiões em geral), de forma que suas decisões não sejam norteadas por doutrinas religiosas; portanto, não pode existir nenhuma religião ou deus oficial, qualquer que sejam. Em seu artigo 19, a Constituição Federal proíbe ainda a todos os entes federativos brasileiros o estabelecimento de cultos religiosos.


A Constituição Federal, no artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

  • O inciso VII afirma ser assegurado, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.

  • O inciso VII do artigo 5º, estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
    O artigo 19, I, veda aos Estados, Municípios, à União e ao Distrito Federal o estabelecimento de cultos religiosos ou igrejas, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

  • O artigo 150, VI, "b", veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre templos de qualquer culto, salientando no parágrafo 4º do mesmo artigo que as vedações expressas no inciso VI, alíneas b e c, compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

  • O artigo 210 assevera que serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais, salientando no parágrafo 1º que o ensino religioso, de matéria facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

  • O artigo 213 dispõe que os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação e assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades. Salientando ainda no parágrafo 1º que os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.

  • O artigo 226, parágrafo 2º, assevera que o casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.


Moçambique
Segundo a Constituição do Moçambique, o país é um estado secular onde existe uma absoluta separação entre o Estado e as instituições religiosas. Na República Popular de Moçambique, a atividade das instituições religiosa devem seguir as leis do Estado. As relações entre o Governo e as organizações religiosas melhoraram quando deixou de existir um partido único, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) de pendor marxista, e depois de em 1989 a Constituição passar a aceitar o multipartidarismo.


Portugal

A Constituição do Portugal consagra a liberdade de religião e o Governo respeita este direito na prática. O Governo tenta proteger este direito a todos os níveis, não tolerando o seu desrespeito, quer por agentes governamentais quer por agentes privados. A Constituição proíbe a discriminação com base na religião. O Governo é secular (laico). Para além da Constituição, os dois documentos mais relevantes relacionados com a liberdade de religião são a Lei da Liberdade Religiosa de 2001 e a Concordata com a Santa Sé.
A Lei da Liberdade Religiosa, de 2001, instituiu um enquadramento legal para as religiões estabelecidas há pelo menos 30 anos no país, bem como para aquelas reconhecidas internacionalmente há pelo menos 60 anos.

  • Artigo 1.º Liberdade de consciência, de religião e de culto A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável e garantida a todos em conformidade com a Constituição, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, o direito internacional aplicável e a presente lei.

  • Artigo 2.º Princípio da igualdade 1 — Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, perseguido, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever por causa das suas convicções ou prática religiosa. 2 — O Estado não discriminará nenhuma igreja ou comunidade religiosa relativamente às outras.

  • Artigo 3.º Princípio da separação As igrejas e demais comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.

  • Artigo 4.º Princípio da não confessionalidade do Estado 1 — O Estado não adota qualquer religião, nem se pronuncia sobre questões religiosas.

  • 2 — Nos atos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não confessionalidade. 3 — O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes religiosas.

  • 4 — O ensino público não será confessional.
    Esta lei atribui às religiões abrangidas benefícios anteriormente reservados para a Igreja Católica: estatuto de isenção total de impostos, reconhecimento do casamento e outros ritos, visitas dos capelães às prisões e hospitais e respeito pelos feriados tradicionais. Permite a cada religião negociar, ao estilo da Concordata, o seu próprio acordo com o Governo, apesar de não assegurar a aceitação de qualquer acordo desse tipo. A lei também estipula a criação dentro do Ministério da Justiça de uma comissão consultiva independente para monitorizar a sua implementação. Representantes de algumas religiões protestaram contra o fato de a Igreja Católica, apesar de não estar vinculada a esta lei, ter tido direito a um assento na comissão. As regras de implementação desta legislação entraram em vigor em 2003; contudo, são ainda necessárias regras adicionais para criar um registro de entidades religiosas. Durante o período abrangido pelo presente relatório, nenhum grupo tinha procurado alcançar um acordo deste tipo.

Nos termos da Concordata de 1940, a Igreja mantém com o Governo um acordo distinto. Em observância da Lei da Liberdade Religiosa, o Governo negociou e assinou com o Vaticano uma nova versão da Concordata em Maio de 2004. Este documento revoga a Concordata anterior, que tinha permanecido em vigor durante 64 anos, mas era considerada obsoleta devido às mudanças na vida nacional. A nova Concordata foi aprovada pela Assembléia da República em Setembro de 2004, tendo sido aprovada e ratificada pelo Presidente da República em Dezembro de 2004. O documento reconhece pela primeira vez a personalidade jurídica da Conferência Episcopal Portuguesa. A Igreja Católica passará a poder receber 0,5 por cento do Imposto sobre Rendimentos que os cidadãos têm o direito de ofertar às várias instituições nas suas declarações de impostos anuais. O currículo das escolas secundárias de ensino público inclui uma disciplina opcional denominada “Religião e Moral”. Esta disciplina funciona como uma vista geral das religiões do mundo e é ensinada por leigos. Pode ser utilizada para ministrar formação sobre a religião Católica e a Igreja Católica tem que aprovar todos os professores da disciplina. Outras religiões podem organizar disciplinas semelhantes nas escolas particulares, desde que tenham 10 ou mais alunos. Por exemplo, durante o ano escolar de 2004-2005, a Aliança Evangélica deu 265 aulas em várias escolas. De acordo com a lei de 2001, cada religião pode aprovar os instrutores das respectivas disciplinas. Em 2004, o Governo criou um Grupo de Trabalho para o Diálogo Inter-Religioso, com vista à promoção do diálogo multicultural e multi-religioso entre os governantes e a sociedade. Dentre os seus objetivos destacam-se a promoção da tolerância pela diversidade religiosa, a promoção dos estudos inter-religiosos e a participação em eventos religiosos aos níveis nacional e internacional. O grupo de trabalho é liderado por um presidente nomeado pelo Governo e inclui majoritariamente professores que, pela natureza do seu trabalho, têm experiência profissional nesta área. De acordo com o estabelecido pela Concordata, os principais dias sagrados dos católicos são também feriados oficiais. Sete dos 16 feriados nacionais do país são feriados católicos.


Timor-Leste
A Constituição de Timor-Leste foi ratificada em Março de 2002 e entrou em vigor em maio do mesmo ano. O Governo continua a aplicar as leis indonésias e as regulamentações da UNTAET que ainda não foram suplantadas pela Constituição e pela legislação nacional. A Constituição garante a liberdade de consciência, de religião e de oração a todas as pessoas e estipula que ninguém pode ser perseguido ou discriminado por motivos religiosos:

  • Artigo 12.º (O Estado e as confissões religiosas) 1. O Estado reconhece e respeita as diferentes confissões religiosas, as quais são livres na sua organização e no exercício das atividades próprias, com observância da Constituição e da lei.

  • 2. O Estado promove a cooperação com as diferentes confissões religiosas, que contribuem para o bem-estar do povo de Timor-Leste.

Em Outubro de 2003 entrou em vigor uma lei sobre imigração e asilo que contém dois artigos relativos a religião. O primeiro requer que as associações religiosas se registrem no Ministério do Interior se a maioria ou todos os membros forem estrangeiros. O segundo artigo estabelece que os estrangeiros não podem garantir assistência religiosa às Forças de Defesa e de Segurança, exceto em casos de absoluta necessidade e urgência.
Em 2008, foi editado o estudo "A Liberdade Religiosa como estímulo Às Migrações", pelo Observatório da Imigração (em Portugal). O estudo foi assinado por Paulo Reis Mourão e inclui a produção de um Índice de Liberdade Religiosa para a maioria dos países a nível mundial, desde meados da década de 1990.

 

 


A dinastia de Ilé Ifé

Oni, Ooni ) de Ile Ife


1ST ODUDUWA
2ND OSANGANGAN OBAMAKIN
3RD OGUN
4TH OBALUFON OGBOGBODIRIN
5TH OBALUFON ALAYEMORE
6TH ORANMIYAN
7TH AYETISE
8TH LAJAMISAN
9TH LAJODOOGUN
10TH LAFOGIDO
11TH ODIDIMODE ROGBEESIN
12TH AWOROKOLOKIN
13TH EKUN
14TH AJIMUDA
15TH GBOONIJIO
16TH OKANLAJOSIN
17TH ADEGBALU
18TH OSINKOLA
19TH OGBORUU
20TH GIESI
21ST LUWOO (FEMALE)
22ND LUMOBI
23RD AGBEDEGBEDE
24TH OJELOKUNBIRIN
25TH LAGUNJA
26TH LARUNNKA
27TH ADEMILU
28TH OMOGBOGBO
29TH AJILA-OORUN
30TH ADEJINLE
31ST OLOJO
32ND OKITI
33RD LUGBADE
34TH ARIBIWOSO
35TH OSINLADE
36TH ADAGBA
37TH OJIGIDIRI
38TH AKINMOYERO,(1770-1800)
39TH GBANLARE,(1800-1823)
40TH GBEGBAAJE,(1823-1835)
41ST WUNMONIJE,(1835-1839)
42ND ADEGUNLE ADEWELA,(1839-1849)
43RD DEGBINSOKUN,(1849-1878)
44TH ORARIGBA,(1878-1880)
45TH DERIN OLOGBENLA,(1880-1894)
46TH ADELEKAN (OLUBUSE I),(1894-1910)
47TH ADEKOLA 1910-1910
48TH ADEMILUYI (AJAGUN) 1910-1930
49TH ADESOJI ADEREMI- 1930-1980
50TH OKUNADE SIJUWADE-1980-Present


 

Teologia

Nesta seção do nosso site dedicada a teologia vem descrito em síntese, os princípios, a historia, e a coexistência da religião entre os Yoruba, e como de difundiu no Brasil.  Certamente aqui não tem nenhuma ambição 'litúrgica" ou de doutrina nestes textos, somente um instrumento para divulgar, e desambigüizar se necessário, certos termos e crenças, preconceitos que sempre, desde a época da colonização, estes últimos acompanham o "percurso" que bem podemos dizer, difícil da divulgação e pratica desta religião.  Por certos versos todas ar religiões foram manipuladas pelos homem, isso faz sentido se olhamos, mesmo a religião cristã, quando vem amostrado a imagem de Jesus, como um homem de olhos azuis e cabelos lisos, loros. Sabendo que isso não é possível considerando a etnia do próprio Jesus. Provavelmente a origem dessa "descrição" de Jesus, e devida ao fato que na antiguidade, todo aquilo que era 'da cor" se associava com o que não era cristão, era de outros mundos. A grande diferença no culto, e a própria religião Yoruba e a tolerância e a "inaspectativa". Nenhuma ameaça, intimidação,  nenhuma promessa de vida melhor, nenhum milagre. A religião e a filosofia Yoruba indica um possível caminho, uma possível filosofia de vida, e cada um de nos pode escolher.

Índice

 

 

 

A Gênese

Deus vivia em um espaço infindo feito somente de fogo, chamas e vapores. Era assim que Olofi queria que fosse o universo. Mas chegou o dia que se chateou da solidão e decidiu de chegou a hora de melhorar a paisagem tão hostil e escuro. Libertou a sua potencia assim tanto de fazer descer água e rios. Alguns elementos opõem se ao seu ataquem e assim formaram se enormes buracos, e cavernas nas rochas. O oceano grande e misterioso onde reside Olokun. Nos pontos mais acessíveis tornou se morar Iemanjá, vibrante nas suas cores, o azule prata. Iemanjá foi declarada mãe universal mãe dos Orisá. Do seu ventre saíram a lua, as estrelas, e o segundo passo da criação. Olodumaré, Obatalá, Olofí e Iemanjá decidiram que o fogo apagado em algumas áreas, e ainda forte em outras, fosse completamente absorvido das vísceras da terra através do temido e venerado Aggayú Sola, representado do vulcão, e de os mistérios das profundezas. Entre tanto se apagava o fogo, as cinzas se espalharam em todos os cantos, formando assim a terra, representada por Orichaoko, que deu a força a ponto de crescer arvores, de frutos e ervas. Nos bosques andava assim Osain, com a sua sabedoria antiga sobre as faculdades medicas e essências das ervas. Nasceu assim as paludes. Destas águas estagnas, originam se as pragas, doenças, personificadas em “Babalú Ayé”. Yemanyá com a própria sabedoria, mãe de tudo decidiu em dar veias á terra, e criou os rios de água doce e potável porquê Olofi poderia assim criar os “seres humanos”. Foi assim que nasceu “Oxum”. As duas uniram se em um abraço de amizade e deram ao mundo uma inestimável riqueza. Olofí decidiu de retirar se e viver longe, atrás do sol, Olorun e deixou somo seu representante e executor das suas ordem “Obatalá”, o qual criou os seres humanos. A conseqüência disso foi um desastre. Obatalá tão puro, branco, e limpo começou a sofrer as intemperança de os seres humanos. Cansado de tanta imundícia elevou se próprio para viver entre as nuvens. Daquele ponto, Obatalá iniciou em observar o comportamento de os homens, e tornou se consciente que algumas coisas não eram certas:

"Enfim, Olofí esqueceu se de criar a “morte”.
 
[traduzido de “O popolo Owo”, de Natalia Bolívar Arostegui].
 

 

Orunm'lá

Adeyemi

A filosofia de Ifá é uma das mais antigas formas de conhecimento revelada a humanidade. Infelizmente as revelações de Orúnm.lá, têm desde o início dos tempos, sido escondidas no mais completo sigilo e aqueles que poderiam dispor de tempo e possuir horas de folga para adquiri-los, não tinham recursos de ir atrás deles. Tudo o que sabemos hoje de Ifá, tem sido passado de geração em geração. Muito do que o povo conhece sobre Ifá é também revelado: até mesmo hoje em dia, pelo próprio Orúnm.lá, porque ele regularmente surge para seus seguidores em sonhos, para ensiná-los o que é necessário saber sobre sua obra. O conhecimento de Ifá tem sobrevivido essencialmente pela tradição oral de um sacerdote de Ifá para outro. Nenhum esforço consciente tem sido feito para publicar a obra de Orúnm.lá completa para o público consumidor. Até os sacerdotes de Ifá entre eles, são freqüentemente relutantes em compartilhar o conhecimento por temor que se o mesmo se tornar de domínio público, a fachada mística oculta a qual eles operam será destruída. Isto não é totalmente sua falta, porque levaram pelo menos 21 anos de aprendizado para produzir um sacerdote eficiente. Mas pelo fato que este trabalho era diretamente inspirado pelo próprio Orúnm.lá, não seria fácil para ninguém dispor de tempo, esforços e dinheiro, para iniciar desta maneira numa aventura interminável. Aquilo é dizer que a sociedade de Ifá chamada conhecimento é interminável, imutável e imortal. Ver-se-á de suas revelações que Orúnm.lá, embora a mais nova de todas as divindades criadas por Deus, era verdadeiramente a própria testemunha de Deus quando começou a criar outras substâncias orgânicas e inorgânicas. Este é o porquê de ser consultado como o Eleri Upin. Somente ele conhece a verdadeira natureza e Origem de todos os objetos animados ou inanimados criados por Deus. Este conhecimento tem lhe dado desta maneira incomparáveis poderes que o fazem o mais eficiente de todos os adivinhos, que eram as primeiras criaturas de Deus. Seus seguidores que são capazes de alcançar algo do conhecimento conseqüentemente controlam enorme poder o qual tem muitas vezes confundido muito em chamando na magia ou fetiche. Por outro lado à expressão “IFÁ” encerra as revelações, estilos devida, e religião ensinada por Orúnm.lá. Este é o porque de ser freqüentemente dito que Orúnm.lá é a divindade mas Ifá é sua palavra. O sacerdote de Ifá é o pedaço da boca de Orúnm.lá e até comparativamente recentemente, ele era o eixo em torno do qual a vida diária da comunidade girava. Naqueles dias era respeitável ir abertamente até ele para buscar solução para os problemas da vida.Atualmente tem se tornado moda consultar um sacerdote de Ifá em segredo absoluto e furtivamente. Três fatores têm sido os responsáveis por esta espetacular mudança de atitude. O primeiro é a chegada da civilização moderna e a educação trazida desta forma. A segunda é a despótica influência das religiões modernas as quais eram usadas pela espécie humana como armas para conquistas não apenas das mentes mortais, mas também para manifestamente ambições de território. O terceiro é o impacto agregado das duas primeiras forças. As crianças dos sacerdotes de Ifá, não mais desejam ser associadas com a religião e ao modo de vida de seus pais, aos quais eles rejeitam como superstições pagãs.

Muitos sacerdotes de Ifá dotados de brilhante conhecimento teórico e prático do oráculo têm morrido não restando nada gravado de suas riquezas de conhecimento e experiência.  Este nosso trabalho se designa a prover assistência para aqueles que foram iniciados na religião, mas que continuam a duvidar da veracidade da concepção inteira de Orúnm.lá. Também para assistir a estudantes da filosofia de Ifá na obtenção mais profunda do conhecimento o Ifismo, tão bem quanto gerar interesse nele Freqüentemente quando uma pessoa vai a um sacerdote, ele conta para seu cliente os encantamentos do Odu específico que se apresentou para ele. Depois disso ele prescreve os sacrifícios a serem feitos sem preocupar-se em narrar ao questionador a história fundamental do sacrifício que ele está pedindo para fazer. Eles o fazem por que acreditam que a mente não iniciada não irá entendê-los. O cliente, ou o adepto começa a questionar se o sacrifício é ou não relevante. Se ele faz ou não o sacrifício, torna a reputação do sacerdote de Ifá incerta e não as suas convicções da necessidade disto. Mais importante é uma tentativa para fazer a religião se classificar como muitas religiões novas, como o judaísmo, cristianismo, budismo e islamismo. Estas outras religiões tinham a vantagem da documentação anterior. Quanto ao mais, nós veremos que Ifá é muito mais rico e mais antigo corpo de conhecimentos. È importante notar que, todavia este trabalho não coloca reivindicações quaisquer que sejam por conta completas da religião de Ifá. É dito que ninguém pode saber no total a Obra completa de Orúnm.lá. Este nosso trabalho é, portanto o início, e a pesquisa continuarão durante toda a vida. Por outro lado, o intento e, desmistificar a filosofia da Religião de Ifá. Contrário a todas as aparências externas, não há nada mágico sobre Ifá. A arte é análoga ao trabalho de astrologia. Um astrólogo conta o futuro de um homem lendo o comportamento das estrelas que estavam no céu na época em que a pessoa nasceu. Do mesmo jeito quando uma criança nasce os instrumentos principais de divinação de Ifá são usados para sensibilizar sua cabeça e escutá-la. O instrumento irá declarar o nome do Odu que é sua estrela guia. O sacerdote de Ifá irá então revelar a história da vida do Odu que surgiu para ele e pode proclamar com cem por cento de certeza que a vida da criança irá tomar alguns caminhos que aparecem no Odu. É uma coisa que acontece quando o Odu particular surge no jogo quando uma pessoa é iniciada na religião de Ifá e na sociedade secreta (Ogbodu). Por exemplo, se a cerimônia do nome ou durante a iniciação em ifá , Ejiogbe é o Odu que surgir , a pessoa pode convenientemente ser informada de que sua história de vida seguirá o caminha da vida de Ejiogbe. Se por exemplo o iniciado é negro e de estatura média, ele pode ser informado que se ele é capaz de seguir os èto e ewọ de Ejiogbe ele certamente prosperará na vida e dispensará sua vida em serviços humanitários. Se por outro lado à pessoa é clara ou baixa, ele pode ser informado que ele não será provavelmente muito próspero a menos que consulte seu Ifá e execute sacrifícios especiais para remover os obstáculos que Ejiogbe tinha em circunstâncias similares. Neste caso Ejiogbe tinha retornado para o céu para se recuperar antes da fortuna lhe sorrir na terra. No mesmo jeito, se algum Odu particular surgir no jogo , o sacerdote vai recomendar a perguntar se é para realizar algum sacrifício executado pelo Odu em tais circunstâncias. Se o jogo revelar que a morte da pessoa é iminente, o sacerdote simplesmente informará a pessoa para fazer um sacrifício que Orúnm.lá foi informado a fazer , e o qual ele recomendou a outros fazerem a fim de evitar o perigo da morte prematura em circunstâncias similares. É razoável imaginar pela análise anterior que longe de uma vida de mágico, o sacerdote de Ifá é simplesmente um hábil intérprete. Contanto ele pode desenvolver uma memória retentiva, desde que a maioria não pode ler e escrever, ele tem somente que relatar os problemas de um cliente com uma situação correspondente ao que ocorreu a milhares ou milhões de anos atrás, para revelar problemas constantes em uma informação de hoje e colocá-los na forma apropriada. Estas considerações da obra de Orúnm.lá são uma tentativa de auxiliar os não iniciados, bem como os neófitos, a serem capazes de interpretar as revelações de Ifá por eles mesmos, a fim de perceber que o sacerdote tenta fazer no discurso de sua prática a arte de Ifá.È importante observar do início que Orúnm.lá não procura pela conversão dos fiéis.

Esta é uma religião do indivíduo, o qual não confia na importância dos números para sobrevivência. No início Ọrúnm.lá ensina que a melhor maneira de compreensão é prezando seus conhecimentos, o que é completamente eficaz para seu trabalho e para a melodia de sua música.

 


 

Origens do Sincretismo

 

O sincretismo pode ser considerado uma qualquer tendência em conciliar elemento culturais, filosóficos e religiosos, heterogêneas que pertencem a duas ou mais culturas e doutrinas diferentes. O termo é aplicado acima de tudo na ciência e historia das religiões, qual indica aquele complexo de fenômenos e da concepção que após do “encontro” e da fusão de formas religiosas diferentes. 

Origem do termo. 
O vocábulo “sincretismo”, deriva do Grego synkretismos, com o significado de “coalizão cretense” (Creta). O termo aparece pela primeira vez no “Fraterne Amor”, 19 de “Plutarco” que cita o exemplo de os Cretenses que deixaram de lado as diferenças para fraternizar, em vista de os perigos externos. A palavra do Latim “sincretismus”, represa por “Erasmo de Rotterdam”, na carta para Melatone, do 22 de abril de 1519, passou em indicar as tendências ecléticas a de conciliações entre as escolas de pensamento diferentes, no sentido moderno de “fusão” (da falsa etimologia de synkerrannymi, ou seja mistura). 

Sincretismo no mondo antigo.
O fenômeno do sincretismo tem origens remotas, com inicio da própria historia da humanidade, e é característico da área do Mediterrâneo e meridional. Já nas origens da religião Babilônias podemos encontrar elementos derivados da cultura “Sumero Arcaica”. O primeiro tentativo orgânico de integração sincrética pode ser atribuído a “Ciro o Grande”, a da dinastia Achemaneide. O seu processo de unificação política foi acompanhado de um tentativo de fusão das divindades das populações constrangidas no álveo da tradição religiosa Persiana. Mesmo nas origens da religião Gregas, certas componentes religiosas Helênicas, encontravam se fundidas com os elementos religiosos Gregos. Embora foi o Helenismo a época clássica do sincretismo religioso, em união de fatores culturais, econômicos e políticos. A cultura tradicional Grega mudou as características pelas fortes influencias externas, em particular Persianas. Vindo em contacto com tradições, crenças diferentes, a religião Grega passou por um processo de “absorção” por parte de divindades veneradas na área meridional, começando assim um processo sincrético de ampla portada. 
A instituição do culto de Sirapide no Egito por mãos de Tolomeo I e a progressiva infiltração de Cibele e Iside, no Phanteon Grego, contemporaneamente com o crescimento do culto de DIONÍSIO, como Novo Oriside, a identificação de Afrodite com Astarte, e aquela de Zeus, com Amon, sãos entre os elementos de maior importância na nova tendência. Até na Roma imperial possam ser encontrados elementos típicos do sincretismo religioso no encontro da “Religião Romana”, com as tradições Orientais, entre todos, o Mitraismo. De igual importância o exemplo de “feliz” sincretismo cultural foi constituído pela experiência do mundo Islâmico, no qual no curso de os séculos confluiu, sem quase ter obstáculos por parte das autoridades religiosas e políticas, o porte do pensamento literário, cientifico, filosófico, e também teológico, das culturas da Índia e da Pérsia Sasanide e do Helenismo (veiculado essencialmente pelos Bizantinos), e do Judaísmo e do Cristianismo Oriental (Siriacos, Gicobitas, Nestonianos e especialmente Copti), do mundo Berbero pré-islâmico e também da China e da Coréia do Tibet e da Mongólia, e do mundo Turco centro asiático e pré-islâmico.
 



Sincretismo na época moderna e contemporânea

O termo sincretismo difundiu se em época moderna por meio de “New Age”, embora que o efetivo significado do termo não pode ser confundido com a interpretação que este movimento atribui a esta palavra. De fato  o New Age afirma que a parte melhor de qualquer religião seja constituída do seu lado esotérico, segredo, místico, a exceção mais moderna de sincretismo “indica simplesmente que o sub estrato de todas as religiões seja único” aos efeitos do sincretismo, não e porem importante a qual crença nos pertencíamos, mas a efetiva obrigação nossa na pesquisa do nosso interior, entre a religião ou doutrina no qual somos nos estabelecidos, por escolha e ou cultura. O sincretismo religioso de fato afirma a substancialidade da unidade de todas as crenças religiosas, e escolas de pensamento, ao alem de os “dogmas” e das diferenças formais e exteriores na base da visão sincrética, os conceitos e os princípios fundados em cada crença (quais, por exemplo, a paternidade de Deus e a irmandade de os homens, o valor e importância da reza, o amor universal), sãos os únicos e os mesmos. 


Fenômeno do sincretismo no Brasil. 
Como já escrito acima, o sincretismo não é uma forma simples de mistura, ou um Xadrez onde acha lugar, espaço e coexistir idéias e objectos dês coerentes reciprocamente. O fato de ter uma correspondência entre as divindades de origem Africana e os santos Católicos não deve ser lido como uma simples assimilação entre os contrários, mas como uma forma de necessária resistência através da qual os escravos negros poderiam dês simular se, das próprias crenças de frente aos próprios patrões brancos. Portanto a população Africana no Brasil acabou no dar loco a ilhas culturais na base de um processo de ré formulação (as vezes fruto de um total musundersting), de elementos precedentes botados inevitavelmente em correlação a seguir de vários elementos Africanos na luz de determinadas condições:

1. No caso que o negro ficasse numa realidade agrícola, aconteceu que tais elementos foram mantidos no interno de espaços reduzidos e separados do mundo branco, com o resultado de dar vida a formas religiosas próprias no âmbito rural.

2. No caso que o negro acabou com o transfere se numa realidade urbana assistimos a uma criação de “Berços” culturais com relativa disseminação de danças, mais ao menos tradicionais, de filiações e praticas religiosas. De qualquer maneira o Candomblé nas suas diferentes manifestações preservou o patrimônio étnico dos descendentes dos antigos escravos. 

Na luz de quanto descrito, é fácil compreender o problema de uma definição funcional e holística do sincretismo seja complexa. Portanto é necessário circunscrever com muita atenção o contexto e a especifica das respectivas culturas com as crenças religiosas mesma se sub tense que deram vida as Religiões Afro Brasileiras. Deste ponto de vista o sincretismo então pode ser entendido como uma forma de resistência, uma estratégia, em sentido de criação de coisas novas, uma tela composta de varias tramas que envolvem o tecido cultural no qual as manifestações Afro Brasileiras acham um lugar de primaria importância. Trata se de fato, de uma serie de ações que fazem tornar dinâmico e dão vida a um perfil especifico, uma síntese relativa a diferentes formas de expressões religiosas, as quais diretamente ou indiretamente traem a sua origem das relações sociais, políticas e econômicas, e culturais, que de vez em vez estabelecem se entre negros, Índios, e brancos, em uma espécie de continua negociação, ou melhor, ré negociação. 
 

 


 

Candomblé

 

O Candomblé é uma religião afro brasileira praticada,  no Brasil, e também em nações próximas, como o Uruguai, Paraguai, Argentina, e Venezuela. Mistura de crenças Africanas e Cristianismo. Esta religião consiste no culto de os Orisá (Orixá), ou seja, divindades de origem totêmicas e familiares, associados cada um em um elemento natural e se baseia na fé em uma alma própria da natureza. Esta religião chegou no Brasil da África, trazida pelos sacerdotes e fieis, adeptos, que foram deportados como escravos. Vem chamado especialmente no XIX século quando o Candomblé difundiu se, maior mente. As duas palavras derivam das línguas da família Bantu, e em particular a palavra Candomblé parece significar “dança dos negros”, e é também o nome de um antigo instrumento.

Difusão: Bem que originariamente a sua difusão fosse limitada entre a população em escravidão, e fosse proibido pela igreja Católica, e também declarado como crime, o Candomblé é sobre vivido por séculos e difundiu se bastante depois do fim da escravidão no XIX século. Agora é uma religião amplamente difundida, com seguidores e adeptos de todos os estratos das sociedades. Uma recente analise estatística no Brasil amostra que cerca de dois milhões de Brasileiros sãos fieis ao Candomblé. Na cultura Brasileira as religiões não são percebidas como reciprocamente exclusivas, e, portanto muitas pessoas que praticam habitualmente outras religiões ou cultos, participam a os rituais de fé do Candomblé, até regularmente as divindades, os rituais, as festividades.

História: O nascimento e o desenvolvimento das instituições da religião do Candomblé no Brasil sãos bastante recentes. O Candomblé desenvolveu se no Brasil pelo conhecimento de os sacerdotes e sacerdotisas Africanas que chegaram ao Novo Mundo como escravos no período entre o 1549 até o 1888. Neste período os missionários Católicos converteram em massa os escravos, os quais conservavam as próprias crenças religiosas. Foi neste período que o culto de os Orisá foi associado naquele de os Santos Católicos, e por este motivo ainda hoje cada uma das divindades do Candomblé corresponde em uma figura do culto Cristão. Durante o período final da trata dos escravos (ultima década do XIX século), os escravos que no passado foram, introduzidos no Brasil por mãos de os Portugueses, transferiam se nas cidades, assim aumentavam grandemente as possibilidades de filiação, confronto.Tal evento era impossível enquanto os escravos viviam nas fazendas. No mesmo tempo os ex-escravos encontravam se livres de imposições da igreja Católica. Na base de estes últimos eventos formavam se novos cultos até os nossos dias.

Em Salvador, na Bahia tal definida por “Roger Bastide” a “Roma Negra” por causa do grande numero de escravos deportados no ultimo período da trata, nasceu o Candomblé a religião Afro Americana, que mais conservou as tradições da matriz de origem.

O Candomblé e outros cultos crioulos.

No fim do XIX foram introduzidas no pais novas formas e teorias religiosas, e doutrinas filosóficas, assim o Candomblé o pelo menos em alguns templos foram influenciados da doutrina do francês Kardek. De Candomblé transformou se em Umbanda. A Umbanda consolidou se cedo como uma religião aberta a todos, sem distinções de raça, origem social etnia e geográfica. Tem muitas semelhanças com a religião Afro Brasileira, mas o esoterismo orientou este culto em sentido de uma adulação dos espíritos defuntos, mas de que os Orisá. A Umbanda penetrou na maioria na área sul este do Brasil. O Candomblé pode ser chamado de Macumba em certas regiões, especialmente no Rio de Janeiro e São Paulo, mesmo que a Macumba seja, maiormente afinada a própria bruxaria da Europa que em definitiva distingue se. Paramente outras religiões de origem Africana do Novo Mundo como, Voodoo de Haiti, a Santeria Cubana, o Omoloko e Obean, Cordon Bleu, desenvolveram se independentemente do Candomblé sãos praticamente desconhecidas no Brasil. A divisão em nações foi influenciada também das irmandades religiosas dos escravos Brasileiros, organizadas pela igreja Católica entre o XVIII século e XIX século. Estas irmandades organizadas em grupos étnicos para favorecer a predicação nas línguas nativas dos escravos deu legitimidade nas reuniões dos escravos, e em ultima analise possam ter contribuído na afirmação do Candomblé. Naquela que é chamada nação Ketu a Bahia predominam os Orisá, e os rituais de origem Yorubá. A nação Angola de origem Bantu adota o Phanteon dos Orisá Yorubá, e incorpora até muitas das praticas iniciativas da nação Ketu. A sua linguagem ritual mesmo se não traduzível originou se da língua Quicongo Nesta nação e fundamental o culto dos Caboclos, os espíritos dos índios considerados pelos primeiros Africanos que chegaram na América, os espíritos ancestrais Brasileiros, portanto dignos de serem venerados no novo território. Esta é uma classificação de máxima das maiores nações e das suas linguagem.

 Língua Yorubá, ou Nagô em Português.

o Ketu na Bahia e parte dos estados do Brasil

o Efã na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo

o Ijexá na Bahia

o Nagô, Egbá ou Xangô do Norte Oeste

o Oió Ijexá ou Batuque de nação, rio Grande do Sul

o Mina Nagô, ou Tambor de Mina no Maranhão.

o Xambá em Alagoas e Pernambuco, quase extinto

 Bantu o Angola, mistura de línguas Bantu (Kikongo e Kimbundo).

o Candomblé de Caboclo, difundido entre as populações de índios, torna se culto á divindade índias perto de os Orisá

 Jejé (este termo deriva do Yorubá Adjejé que significa estrangeiro, línguas Ewe, Fon, e Gen).

o Mina Jejé no Maranhão

o Babaçue no Pará

 

 

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